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É uma pós-graduação executiva que estuda os problemas ambientais de forma abrangente...
   
É uma pós-graduação executiva em assuntos do petróleo e gás natural...
   
 
 
A influência de aeroportos na qualidade de ar em grandes cidades
Por Suzana Ribeiro
A poluição atmosférica é umas das questões ambientais mais preocupantes a ser considerada em áreas de aeroportos com grande movimentação de aeronaves, como os existentes em diversas capitais brasileiras. A qualidade do ar local e de seu entorno é diretamente influenciada pelo perfil das emissões de poluentes provenientes não apenas da operação das aeronaves, como também de todos os veículos e equipamentos de apoio, responsáveis por atender as necessidades técnicas, logísticas e operacionais das aeronaves em terra , representando um conjunto complexo de fontes de emissão de poluentes atmosféricos que requerem monitoramento constante.

Os aeroportos contribuem para a poluição local de diversas formas. Resumidamente, pode dizer que as principais são:

-Emissões das aeronaves nos taxeamentos
-Emissões de fontes internas dos aeroportos, tais como as de veículos auxiliares
-Estocagem, recebimento e entrega de combustível podem gerar emissões, especialmente de hidrocarbonetos, através de evaporação e perda natural
-Emissões geradas pelo combustível utilizado para aquecer, iluminar, etc
-Emissões devido à construção e manutenção de vias de acesso aos aeroportos
-Emissões durante os processos de decolagem e aterrissagem. Sob tais circunstâncias ocorre geração, em grande quantidade, de óxidos de nitrogênio, compostos extremamente danosos ao solo e a água e, conseqüentemente, à saúde humana.

Em termos de poluição do ar local devido à movimentação aeroportuária, observa-se que um grave problema é o tráfego de alimentação ao aeroporto. A grande maioria dos passageiros, tripulação, funcionários ou qualquer pessoa que, por qualquer motivo, se dirija a um aeroporto o faz, a maioria dos casos, através de veículos motores (ônibus e automóveis, basicamente). A poluição gerada pelas emissões devido à queima do combustível de tais veículos constitui-se, normalmente, no fator que mais potencializa os níveis de poluição nos aeroportos ou proximidades.

A enorme quantidade diária de viagens rodoviárias com destino aos aeroportos gera uma poluição não desprezível. Tal poluição, dependendo do regime local de ventos, pode chegar a ser superior (para um período de um mês ou mais) do que a poluição devido às manobras de decolagem e aterrissagem das aeronaves, de acordo com estudo realizado, em 1999, em diversos aeroportos dos Estados Unidos (EPA, 1999).

Esse mesmo estudo observou que em determinados aeroportos, como o de Miami, as emissões de óxidos de nitrogênio devido aos veículos automotivos de alimentação aeroportuária chegavam a ser cerca de 9% superiores do que as emissões de NOx, resultantes das manobras dos aviões. Pesquisas similares, realizadas na China e países da Europa, chegaram à mesma conclusão, ou seja, o tráfego rodoviário próximo ao aeroporto é o fator dominante na influência da qualidade do ar em regiões próximas aos aeroportos (T&E, 1997).

A poluição do ar local, devido à movimentação rodoviária de alimentação a aeroportos, é função do tipo de acessibilidade disponível. Quando o poder público incentiva o transporte público, a tendência é a minimização deste tipo de poluição. A própria conscientização das pessoas pode auxiliar nesse sentido. Fato é que, atualmente, na grande maioria dos aeroportos do mundo, o afluxo de pessoas se dá através de transporte individual em detrimento ao coletivo T&E (1999).

Um estudo realizado para o caso do Aeroporto Internacional Tom Jobim no Rio de Janeiro chegou a mesma conclusão.

O aumento de geração de viagens automobilísticas para aeroportos tem causado algumas recentes pesquisas em aeroportos direcionadas primordialmente na solução de estacionamento. Entretanto, os estudos realizados não têm analisado suficientemente a questão do impacto em vias livres e arteriais, nem definiram adequadamente o problema das demandas das vias no entorno de aeroportos.

A área de influência de um sistema aeroportuário é muito extensa. No caso de um aeroporto possuir um fluxo de cerca de doze milhões de passageiros por ano, isto poderá afetar o tráfego rodoviário de uma cidade em um raio de três a cinco quilômetros da sua vizinhança.

Por outro lado, dependendo da concentração e do tipo dos poluentes essa dispersão pode alcançar até dez quilômetros quadrados. Assim, o fluxo de tráfego gerado pelo sistema aeroportuário (inclui estacionamento e o aumento na circulação de veículos na área de influência do aeroporto) pode interferir na qualidade do ar mais do que as emissões oriundas da área interna do aeroporto.

Portanto, o aeroporto, sendo um PGV - pólo gerador de viagens, influencia a qualidade do ar de uma região devido ao incremento do fluxo de tráfego.
 


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