Desde o tempo em que o ensino
de gerenciamento de projetos era dividido em duas
partes principais: Aspectos Administrativos e Aspectos
Técnicos, que eram ministrados em dois cursos separados
até o surgimento e a consolidação do Instituto de
Gerenciamento de Projetos (PMI, em sua sigla em inglês),
um longo caminho vem sendo percorrido.
Há décadas, no primeiro segmento ou curso de gerencia
de projetos, denominado de Aspectos Administrativos,
estudavam-se, entre outras, técnicas de gerenciamento
geral, administração de pessoal, comunicações, relacionamento
inter-pessoal, ou seja, buscava-se orientar os técnicos
selecionados de determinada área da empresa, tal como
engenharia, informática, economia, contabilidade e
outras, em relação ao comportamento básico de relações
humanas para atingir o sucesso na administração de
projetos.
Já no segundo segmento, Aspectos Técnicos, o estudo
era dirigido à área específica do projeto a ser desenvolvido.
Estudava-se a metodologia de desenvolvimento de projetos
orientado a atividade específica. Era quando os técnicos
seniores - nesse momento transformados em gerentes
- sentiam-se mais confortáveis, ou seja, conheciam
bem o terreno em que pisavam.
Naquela época, o trabalho do gerente de projetos era
muito mais técnico que gerencial, e era comum dizer
que as empresas perdiam excelentes técnicos e ganhavam
gerentes medíocres.
Em cada empresa, ou pior ainda, em cada área da mesma
empresa, eram praticadas diferentes formas de gerenciamento
de projetos. A transferência de pessoal para participar
de projetos em outras áreas, ou em projetos inter-setoriais,
era dificultada e lenta, pois um novo treinamento
específico era obrigatório antes do início dos trabalhos
no novo projeto.
Empresas até mesmo de mesmo grupo econômico ou segmento
de indústria tratavam as técnicas, metodologias, normas
e técnicas de gerenciamento de projeto com nomenclatura
diferente. Considerando empresas multinacionais então,
o ambiente era mais complicado ainda. Muitas ações
foram desenvolvidas desde então, por diversas frentes,
para superar esse abismo que, na visão de muitos teóricos,
mostrava-se intransponível.
Foi então que, em 1969 foi fundado o PMI, que em 1984
concedeu pela primeira vez o exame de certificação
Project Management Professional (PMP). Líder em práticas
de gerenciamento de projetos, é a organização e certificação
mais conhecida no setor.
Empenha-se em manter e promover padrões e éticas em
gerenciamento de projetos e oferece diversas publicações,
treinamentos, seminários, reuniões, grupos de interesses
especiais e faculdades para avançar na disciplina.
O PMI é um desenvolvedor de padrões do American National
Standard Institute (ANSI), além de ter sido a primeira
organização a ter seu programa de certificação reconhecido
pela International Organization for Stardardization
(ISO) 9001.
Visite o site do PMI no endereço www.pmi.org
para maiores informações. A partir da publicação do
Guide to the Project Management Body of Knowledge
(PMBOK), atualmente na terceira edição, pelo PMI,
difundiu-se um padrão geral de gerenciamento de projetos.
Montado a partir de contribuições de voluntários de
todo o mundo, o PMBOK contempla os processos e técnicas
de gerenciamento de projetos definidos de modo a permitir
que sejam reconhecidas as atividades que os gerentes
de projetos sempre fizeram e consigam identifica-las
com os nomes de processos ou metodologias especificados.
Assim, gerentes de projetos de todo o mundo podem
ter melhor comunicação - com suas equipes, interessados,
superiores hierárquicos e mesmo entre eles - sem o
risco de entendimento errôneo sobre processos, suas
entradas, ferramentas, técnicas e resultados além
da ética e responsabilidade profissional em gerenciamento
de projetos.