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Introdução ao Gerenciamento de Projetos – Um Pouco de História
Por Paulo Vasconcelos

Desde o tempo em que o ensino de gerenciamento de projetos era dividido em duas partes principais: Aspectos Administrativos e Aspectos Técnicos, que eram ministrados em dois cursos separados até o surgimento e a consolidação do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI, em sua sigla em inglês), um longo caminho vem sendo percorrido.

Há décadas, no primeiro segmento ou curso de gerencia de projetos, denominado de Aspectos Administrativos, estudavam-se, entre outras, técnicas de gerenciamento geral, administração de pessoal, comunicações, relacionamento inter-pessoal, ou seja, buscava-se orientar os técnicos selecionados de determinada área da empresa, tal como engenharia, informática, economia, contabilidade e outras, em relação ao comportamento básico de relações humanas para atingir o sucesso na administração de projetos.

Já no segundo segmento, Aspectos Técnicos, o estudo era dirigido à área específica do projeto a ser desenvolvido. Estudava-se a metodologia de desenvolvimento de projetos orientado a atividade específica. Era quando os técnicos seniores - nesse momento transformados em gerentes - sentiam-se mais confortáveis, ou seja, conheciam bem o terreno em que pisavam.

Naquela época, o trabalho do gerente de projetos era muito mais técnico que gerencial, e era comum dizer que as empresas perdiam excelentes técnicos e ganhavam gerentes medíocres.

Em cada empresa, ou pior ainda, em cada área da mesma empresa, eram praticadas diferentes formas de gerenciamento de projetos. A transferência de pessoal para participar de projetos em outras áreas, ou em projetos inter-setoriais, era dificultada e lenta, pois um novo treinamento específico era obrigatório antes do início dos trabalhos no novo projeto.

Empresas até mesmo de mesmo grupo econômico ou segmento de indústria tratavam as técnicas, metodologias, normas e técnicas de gerenciamento de projeto com nomenclatura diferente. Considerando empresas multinacionais então, o ambiente era mais complicado ainda. Muitas ações foram desenvolvidas desde então, por diversas frentes, para superar esse abismo que, na visão de muitos teóricos, mostrava-se intransponível.

Foi então que, em 1969 foi fundado o PMI, que em 1984 concedeu pela primeira vez o exame de certificação Project Management Professional (PMP). Líder em práticas de gerenciamento de projetos, é a organização e certificação mais conhecida no setor.

Empenha-se em manter e promover padrões e éticas em gerenciamento de projetos e oferece diversas publicações, treinamentos, seminários, reuniões, grupos de interesses especiais e faculdades para avançar na disciplina. O PMI é um desenvolvedor de padrões do American National Standard Institute (ANSI), além de ter sido a primeira organização a ter seu programa de certificação reconhecido pela International Organization for Stardardization (ISO) 9001.

Visite o site do PMI no endereço www.pmi.org para maiores informações. A partir da publicação do Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK), atualmente na terceira edição, pelo PMI, difundiu-se um padrão geral de gerenciamento de projetos. Montado a partir de contribuições de voluntários de todo o mundo, o PMBOK contempla os processos e técnicas de gerenciamento de projetos definidos de modo a permitir que sejam reconhecidas as atividades que os gerentes de projetos sempre fizeram e consigam identifica-las com os nomes de processos ou metodologias especificados.

Assim, gerentes de projetos de todo o mundo podem ter melhor comunicação - com suas equipes, interessados, superiores hierárquicos e mesmo entre eles - sem o risco de entendimento errôneo sobre processos, suas entradas, ferramentas, técnicas e resultados além da ética e responsabilidade profissional em gerenciamento de projetos.

 


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