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É uma pós-graduação executiva que estuda os problemas ambientais de forma abrangente...
   
É uma pós-graduação executiva em assuntos do petróleo e gás natural...
   
 
 
A importância dos biocombustíveis para o meio ambiente
Por Marcia Real
A mídia, freqüentemente, divulga notícias nacionais e internacionais sobre temas ligados a energia e ao meio ambiente e seus reflexos na economia. Os preços do petróleo, do gás natural, do álcool e do biodiesel, a auto-suficiência brasileira em petróleo, o aquecimento global, e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O público fica às vezes confuso com o excesso de informações e não consegue perceber a ligação entre elas. Uma boa pergunta seria: Afinal, por quê investir no biodiesel se o Brasil é auto-suficiente em petróleo?

Os motivos e fatores para tais investimentos são muitos, sendo preciso pensar a médio e longo prazo, uma vez que o crescimento demográfico e o desenvolvimento econômico exigirão a cada dia mais energia. Em primeiro lugar, não podemos esquecer que o petróleo, a principal fonte de energia do mundo, é um recurso finito não renovável, uma commodity que a cada dia é mais consumida, em especial pelos chineses.

Com esse crescimento, a tendência é que as reservas existentes no subsolo diminuam e os seus preços aumentem. Ademais a sua distribuição geopolítica é desigual, sendo que mais de 60% de suas reservas mundiais concentram-se nos países do Oriente Médio, uma região freqüentemente perturbada por conflitos, que também pressionam a elevação nos preços do petróleo.

A nossa auto-suficiência é temporária, pois as reservas provadas brasileiras são suficientes para pouco mais de 20 anos, tal como no resto do mundo. Isso se tudo permanecer como está, pois caso ocorra um desenvolvimento econômico significativo, sem agregar novas descobertas o esgotamento das reservas ocorrerá de forma mais acelerada.

Todos esses fatores pressionam diretamente as economias nacionais, tendo em vista a relação: disponibilidade x consumo x preço dos combustíveis. No entanto outros fatores também estão em jogo, em especial as questões ambientais.

Há uma preocupação crescente quanto às mudanças climáticas relacionadas ao efeito estufa, que aumenta o aquecimento global. A Terra é envolvida por uma camada de gases, chamados "Gases de Efeito Estufa" (GEE), que é responsável por manter amena a temperatura média da Terra; sem ela o planeta seria excessivamente gelado. Porém, as emissões dos GEE vêm crescendo continuamente, o que aumenta a concentração dos gases retidos na camada e favorece a retenção de calor no planeta. Um dos gases estufa que mais contribui para o aquecimento global é o dióxido de carbono (CO2), que é produzido pela queima de combustíveis.

É preciso esclarecer que toda a combustão produz CO2, todavia a queima de biocombustíveis como o biodiesel e o álcool, o CO2 emitido é reabsorvido pelo processo da fotossíntese durante o crescimento da nova safra agrícola. É porisso que os biocombustíveis pouco contribuem para o efeito estufa. Assim, a produção de biocombustíveis no País contribui diretamente para evitar o aumento das emissões que intensificam o aquecimento global, que alteram as condições climáticas em todo o mundo.

O problema do aquecimento global é sério. Desde 1992, cientistas e políticos em todo o mundo vêm procurando soluções técnicas e economicamente viáveis para reduzir as emissões de GEE. Em 2005, foi ratificado o Protocolo de Quioto, no qual foram estabelecidas metas para que as nações mais desenvolvidas, responsáveis pelo maior volume dessas emissões, as reduzam. Um dos mecanismos criados pelas Nações Unidas permite que países desenvolvidos apliquem recursos em projetos, em países em desenvolvimento como o Brasil, para reduzir as emissões de CO2.

Portanto, projetos para produção de biocombustíveis podem ser candidatos a obter recursos financeiros via o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O processo para obtenção de recursos via o MDL requer o cumprimento de uma série de exigências formais e de aprovação, nacionais e internacionais, para garantir credibilidade ao sistema de emissão de "redução certificada de emissão" ou "RCE" que é igual a uma tonelada métrica equivalente de dióxido de carbono. Isso significa que cada tonelada de biodiesel produzida poderá reduzir cerca de 2 a 3 toneladas de CO2, dependendo do processo de produção do produto.

Apenas para se ter uma idéia do potencial econômico do negócio, uma tonelada de CO2, no mercado internacional, tem variado de 1 a 3 dólares americanos, na Bolsa de Chicago (www.chicagoclimatex.com). Com vistas a obter a aprovação de projetos no âmbito do MDL, os interessados podem consultar à Secretaria Executiva da Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima (CIMGC) e para obter mais informações, devem consultar a página oficial do Ministério de Ciência e Tecnologia (www.mct.gov.br/clima).
 


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