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Como qualquer nova alternativa energética
a ser introduzida na matriz de combustíveis em um País,
o biodiesel requer investimentos para que se torne competitivo
com o combustível convencional, no caso o diesel mineral,
no Brasil. A implementação do biodiesel na matriz energética
nacional tem componentes de caráter econômico, social
e ambiental, sendo, portanto um programa estratégico
de governo. De forma a se atingir as metas governamentais
de obrigatoriedade do uso da mistura B2 no ano de 2008
e da mistura B5 no ano de 2012, é fundamental que haja
produção suficiente para atender esta demanda.
Entretanto como o custo de produção de biodiesel ainda
é superior ao do diesel - o custo para a produção de
1 litro de biodiesel é de R$ 1,16, o do diesel é de
R$ 0,97 ( Abiove, 2005) - é necessário um investimento
do governo não apenas na desoneração de tributos mas
também no incentivo a produção. Investidores só serão
motivados a investir no biodiesel caso haja sinais de
possível lucratividade. Estima-se que será necessário
investimento da ordem de US$ 120 milhões na produção.
Vale, entretanto ressaltar a potencialidade de
redução de custos de produção que novas alternativas
energéticas apresentam. Seja por questões de aumento
de escala, maturidade da indústria, infraestrutura,
confiança dos investidores e consumidores, se
obtém uma redução significativa de custos, resultando
no que se chama de "curva de aprendizagem". Só
como exemplo, no caso do álcool no Brasil, o custo
de produção que era da ordem de 800 US$ /m3 na
década de 80 caiu para cerca de 200 US$/m3 no
final da década de 90. Evidentemente para tanto
foi necessário um investimento inicial significativo
por parte do governo.
Desta forma, caso haja determinação semelhante
na implantação de um programa de biodiesel no
Brasil, pode se esperar uma queda nos seus custos
de produção que atualmente ainda são elevados. |